Como o satélite vira um aviso no seu celular
Sem mágica e sem caixa-preta: dado público do INPE, a divisa oficial do CAR e uma conta de distância feita direito.
O caminho de um alerta
1. Sua divisa, do jeito oficial
Com o número do CAR buscamos o polígono da propriedade na base pública do SICAR. Sem o número, você marca um ponto dentro da área e encontramos o imóvel que o contém.
2. Os satélites passam o dia todo
O Programa Queimadas do INPE junta detecções de vários satélites — de órbita polar, que passam algumas vezes por dia com mais detalhe, e geoestacionários, que olham o Brasil a cada poucos minutos. Cada detecção vira um foco de calor com coordenada e horário.
3. O cruzamento
A cada nova leva de focos, medimos a distância de cada um até a sua divisa, em metros, numa projeção própria para o Brasil. Caiu dentro do raio do seu plano, vira alerta.
4. O aviso
Mandamos no WhatsApp cadastrado: nome da propriedade, distância até a divisa, horário, satélite, coordenadas e o link para ver no mapa. Vários focos ao mesmo tempo chegam numa mensagem só.
O que o satélite não vê
Preferimos ser francos: o alerta é uma camada a mais de vigilância. Ele não substitui ronda, aceiro, brigada nem o 193.
- Nuvem grossa e fumaça densa escondem o fogo do satélite.
- Fogo pequeno ou muito rápido pode não ser detectado.
- Entre o fogo começar, o satélite passar e o INPE publicar, há um atraso — normalmente de minutos, às vezes mais.
- Um foco de calor pode ser queima controlada, chaminé de indústria ou reflexo — por isso dizemos foco, não incêndio.