Alerta de Incêndio

Estudo29 de outubro de 2026 · 14 min de leitura

Fogo perto da sua terra: o que 11 anos de satélite dizem sobre avisar antes

Um estudo com 11 anos de focos de calor do INPE: quando e onde o fogo aparece, se o risco previsto acerta o lugar e quanto tempo de antecedência um aviso por raio dá — com mapas interativos e os limites de cada número.

Resumo

Analisamos 2,15 milhões de focos de calor do satélite de referência do INPE (2015–2025) e 2,26 milhões de focos de todos os satélites em agosto de 2024 para responder a três perguntas práticas: quando e onde o fogo aparece, se o risco de fogo do INPE aponta os lugares certos e quanto tempo antes um aviso por raio chegaria. Julho a outubro concentram 74% dos focos. Em agosto de 2024, 93% dos focos caíram em áreas de risco alto ou crítico, que somavam 67% do território; as áreas de risco mínimo cobriam 17% do país e tiveram 0,7% dos focos. Numa grade de propriedades hipotéticas atingidas por fogo, 63% receberiam o primeiro aviso de 10 km pelo menos 1 hora antes de o fogo chegar a 1 km (mediana de 12,2 h). A contrapartida: só 3,0% dos dias com aviso de 10 km terminaram com fogo a 1 km nas 24 horas seguintes. O aviso é um chamado para conferir, não uma sentença.

dos focos de 11 anos caíram entre julho e outubro
74%
dos focos de 11 anos caíram entre julho e outubro
dos focos de agosto de 2024 estavam em risco alto ou crítico
93%
dos focos de agosto de 2024 estavam em risco alto ou crítico
das áreas atingidas teriam aviso de 10 km com 1 h ou mais de antecedência
63%
das áreas atingidas teriam aviso de 10 km com 1 h ou mais de antecedência
dos focos tiveram outra detecção, de outro satélite, a até 2 km e 3 h
92%
dos focos tiveram outra detecção, de outro satélite, a até 2 km e 3 h

1. Por que antecedência importa

Quase todo incêndio rural que vira prejuízo grande começa pequeno e longe. O que separa um susto de uma perda é o tempo entre o fogo aparecer e alguém perceber: com uma hora, dá para abastecer a pipa, molhar o aceiro, tirar o gado do caminho e chamar a brigada. Sem ela, quem vê a fumaça já está do lado de dentro da cerca.

Este estudo mede, com dado público, o que um aviso por satélite consegue entregar — e o que não consegue. Não é um estudo do produto em si: usa os mesmos focos que o Alerta de Incêndio lê, mas propriedades hipotéticas, para que qualquer pessoa possa refazer a conta.

Figura 1Do pixel quente ao celular: o caminho de um alerta
  1. 1. O satélite passa

    Polares de 375 m a 1 km algumas vezes por dia; geoestacionários a cada 10 minutos.

  2. 2. O INPE publica o foco

    Coordenada, horário e satélite de cada pixel quente, em arquivos a cada 10 minutos.

  3. 3. Cruzamos com a sua terra

    A divisa do CAR, mais o raio do plano: 5, 10 ou 30 km. Focos vizinhos viram um aviso só.

  4. 4. Aviso no WhatsApp

    Distância até a divisa, coordenada e horário do foco, para você decidir: conferir, chamar a brigada, ligar 193.

2. Dados e método

  • Série histórica: focos do satélite de referência do INPE de 2015 a 2025. É um satélite só, com o mesmo horário de passagem todo dia — por isso é a base que o INPE usa para comparar anos. Ele subestima o total de fogo, mas não muda de critério com o tempo.
  • Agosto de 2024: todos os 2.263.154 focos de todos os satélites — o mesmo feed de 10 minutos que o Alerta lê. Agosto foi escolhido por ser o pico da seca no Centro-Sul e o mês dos grandes incêndios no interior paulista.
  • Risco de fogo: a grade diária de 0,01° do Risco de Fogo observado do INPE, comparada, dia a dia, com os focos daquele dia. O alerta usa a versão prevista do mesmo modelo; aqui testamos o modelo com o tempo que de fato fez.
  • Antecedência: uma grade regular de propriedades hipotéticas (uma a cada 0,1° no Brasil, 0,05° em São Paulo). Uma propriedade é atingida quando aparece o primeiro foco a até 1 km. O aviso é o primeiro foco dentro do raio do plano nas 24 horas anteriores. A diferença é a antecedência.
  • Taxa de chegada: o outro lado da mesma conta. Para cada dia em que um foco apareceu entre 1 km e o raio, verificamos se o fogo chegou a 1 km nas 24 horas seguintes.
  • Horários em Brasília. Distâncias na esfera. Limites e municípios do IBGE.

3. Resultados

3.1 O fogo tem calendário

De cada 100 focos dos últimos 11 anos, 74 apareceram entre julho e outubro. O padrão muda de lugar para lugar — em Roraima, ao norte do Equador, o pico é de janeiro a março; no Pará e no Maranhão a seca se estende até novembro; no Pantanal, 2020 e 2024 tiveram várias vezes o fogo de um ano comum —, e por isso a figura deixa escolher o bioma e o estado. Para quem trabalha a terra, a conclusão é de calendário: aceiro feito em maio vale mais que aceiro feito em agosto.

Figura 2

O fogo tem calendário: focos por mês, ano a ano

083 mil focos no mês

Cada quadrado é um mês; quanto mais intensa a cor, mais focos (escala abaixo). Brasil: julho a outubro concentram 74% dos focos de 2015 a 2025 (2,15 milhões no total). Escolha um bioma ou estado para comparar.

Fonte: INPE, Programa Queimadas — focos do satélite de referência (2015–2025), horário de Brasília.

Ver os dados em tabela
AnojanfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdezTotal
20154.3132.0261.6592.0242.1695.5698.54137.88361.73946.74126.41117.703216.778
20165.9603.2383.4253.4083.2876.18519.24239.08842.20930.80919.1608.206184.217
20172.2531.2391.9201.7032.5715.38417.56837.38072.89533.60719.33411.654207.508
20182.5531.4762.6571.6563.3665.79012.65222.77442.25119.56813.0145.113132.870
20194.0302.8655.2132.8422.9637.25813.39451.93553.23425.61320.5857.700197.632
20202.8662.6573.8804.1174.0027.10915.80450.69469.32941.46813.4637.408222.797
20212.2372.1872.5012.5485.2887.47015.98551.71149.82928.34211.5964.387184.081
20222.7591.9311.7901.6166.6987.87614.21247.50760.31332.13016.9786.953200.763
20232.4942.0352.5852.3595.2868.59713.98528.05446.48639.69226.81911.509189.901
20244.5554.5665.4482.6136.32412.43222.47868.63583.15433.35622.66312.075278.299
20253.1371.8192.3571.6414.2636.0609.80318.45128.21428.67821.30110.669136.393

3.2 E tem endereço

O fogo também volta aos mesmos lugares. O mapa mostra a densidade de focos por ano, na mesma escala, para dar para comparar um ano com o outro. Saber que a sua região está numa mancha recorrente é motivo para chegar à seca preparado — e para vigiar um raio maior.

Figura 3

Onde o satélite viu fogo, ano a ano

11,8 mil focos no quadrado

Cada quadrado tem meio grau de lado (~55 km) e a cor dá a quantidade de focos no ano, na mesma escala para todos os anos. 2024: 278.299 focos do satélite de referência; estado com mais focos: Pará. Arraste o seletor: o fogo volta, ano após ano, ao Cerrado e ao sul da Amazônia — e alguns anos fogem do padrão.

Fonte: INPE, Programa Queimadas (satélite de referência); IBGE, malha das UFs.

Ver os dados em tabela
EstadoFocos em 2024
Pará56.070
Mato Grosso50.551
Amazonas25.499
Maranhão22.879
Tocantins17.251
Mato Grosso do Sul13.041
Minas Gerais11.787
Rondônia10.692
Piauí10.587
Bahia9.160
São Paulo8.712
Acre8.658
Ceará7.160
Goiás6.362
Roraima5.358
Paraná2.704
Pernambuco2.057
Amapá2.014
Santa Catarina1.801
Rio Grande do Sul1.572
Rio de Janeiro1.200
Paraíba1.074
Espírito Santo662
Rio Grande do Norte624
Distrito Federal349
Alagoas285
Sergipe190

3.3 O satélite olha o dia todo

Um foco não é visto por um satélite só. Em agosto de 2024, em 133 dos 144 intervalos de 10 minutos de um dia típico algum satélite registrou foco no Brasil. Numa amostra de 100 mil focos, 92% tiveram outra detecção, de outro satélite, a até 2 km e 3 horas; 69% foram confirmados por um tipo diferente de sensor. Confirmação não é prova de incêndio — uma queimada autorizada também esquenta —, mas mostra que o foco não é um ruído isolado de um aparelho.

Figura 4

Vários satélites, o dia inteiro: a que horas os focos são detectados

  • VIIRS NPP, NOAA-20 e NOAA-21 — polares, pixel de 375 m
  • Geoestacionários GOES-16 e MSG-03 — olham o Brasil a cada 10 min
  • MODIS Aqua e Terra — polares, pixel de 1 km
  • AVHRR METOP-B e METOP-C — polares
0275 mil550 mil00h06h12h18h23h

Focos de agosto de 2024 por hora do dia (Brasília) e tipo de sensor. Em 133 dos 144 intervalos de 10 minutos de um dia típico, algum satélite registrou foco no Brasil. Os dois picos são as passagens do VIIRS, o sensor polar de maior resolução: de madrugada e no começo da tarde. Entre elas, os geoestacionários seguem olhando a cada 10 minutos, com pixel maior — é o que cobre as horas em que nenhum polar passa.

Fonte: INPE, Programa Queimadas — 2.263.154 focos de todos os satélites, agosto de 2024.

Ver os dados em tabela
HoraVIIRSGeoestacionáriosMODISAVHRRTotal
00h31.37515.78819047.182
01h276.08611.3606880288.134
02h303.27011.3256.3040320.899
03h31.5779.5805.277046.434
04h37.96714408.114
05h06.754006.754
06h03.491003.491
07h01.925001.925
08h03.3243403.358
09h08.0135.400013.413
10h018.51613.284031.800
11h332.2262.064034.293
12h23.66739.1282062.797
13h331.37529.4682.6310363.474
14h447.58525.94030.9000504.425
15h115.20543.85732.0730191.135
16h1.11634.9603.029039.105
17h022.1380022.138
18h022.8260022.826
19h028.6040028.604
20h035.4572718935.673
21h030.4925.14027.18262.814
22h024.50418.94353.83997.286
23h919.9754.9562.14027.080

3.4 O risco previsto aponta o lugar certo

Se o risco de fogo do INPE não dissesse nada, cada classe de risco teria a mesma fatia dos focos que tem do território. Não é o que acontece. Em agosto de 2024, as áreas de risco mínimo eram 17% do país e receberam 0,7% dos focos; as de risco alto e crítico eram 67% do território e receberam 93%. O risco não diz onde vai ter fogo — diz onde qualquer faísca vira problema. É o que a página Risco hoje mostra para a sua cidade.

Figura 5

O risco de fogo do INPE aponta para onde o fogo aparece?

  • Território na classe
  • Focos na classe
razãoMínimo17%0,7%0,04×Baixo8,4%1,9%0,2×Médio7,9%4,1%0,5×Alto9,5%15%1,6×Crítico58%78%1,4×

Para cada dia de agosto de 2024, medimos quanto do Brasil estava em cada classe de risco e em que classe caiu cada foco detectado naquele dia. Se o risco não informasse nada, as duas barras seriam iguais. A classe mínima cobria 17% do território e recebeu só 0,7% dos focos; alto e crítico somavam 67% do território e 93% dos focos. A coluna da direita é a razão: quantas vezes mais (ou menos) focos do que a área sugeria.

Fonte: INPE — Risco de Fogo observado (grade diária de 0,01°) e focos de todos os satélites, agosto de 2024; IBGE, malha do Brasil.

Ver os dados em tabela
ClasseTerritórioFocosRazão
Mínimo16,6%0,7%0,04×
Baixo8,4%1,9%0,2×
Médio7,9%4,1%0,5×
Alto9,5%15,5%1,6×
Crítico57,6%77,9%1,4×

3.5 Um caso real: São Paulo, agosto de 2024

Entre 21 e 25 de agosto de 2024 os satélites registraram 51.185 focos no estado de São Paulo, a maior parte em dois dias. A figura reproduz esses cinco dias quadro a quadro. Coloque uma propriedade em qualquer ponto do mapa e veja, com os focos reais, quando o primeiro aviso teria saído e quando o fogo chegou perto.

Figura 6

Estudo de caso: o interior de São Paulo entre 21 e 25 de agosto de 2024

Raio

Sua propriedade, raio de 10 km · Fazenda

21.12° S, 48.02° O

Primeiro aviso
qui., 22/08, 13:45
Fogo a 1 km
sex., 23/08, 13:03
Antecedência
23 h 18 min
Quadrados com fogo no raio até o momento
113

Em cinco dias, os satélites registraram 51.185 focos no estado de São Paulo, a maior parte nos dias 23 e 24. Cada ponto do mapa é um quadrado de ~1 km na primeira vez em que algum satélite viu fogo nele: a cor mais forte marca a última hora, a intermediária até 6 horas e a mais apagada o fogo de antes. Toque no mapa para colocar uma propriedade em qualquer lugar e escolha o raio do plano: o painel mostra quando o primeiro aviso teria saído e quando o fogo chegou a 1 km. O horário é o da passagem do satélite; o aviso real sai depois que o INPE publica o dado.

Fonte: INPE, Programa Queimadas — focos de todos os satélites (o mesmo feed de 10 minutos que o Alerta lê); IBGE, mesorregiões de SP.

Ver os dados em tabela
DiaQuadrados de ~1 km com fogo pela primeira vez
qua.550
qui.1.503
sex.4.291
sáb.2.303
dom.182

3.6 Quanto antes o aviso chega

Entre os 4.074 pontos da grade que tiveram fogo a até 1 km em agosto de 2024, o primeiro foco no raio de 10 km apareceu pelo menos 1 hora antes em 63% dos casos e pelo menos 3 horas antes em 58%. Com 5 km, 50% tiveram 1 hora ou mais; com 30 km, 88%. Nos demais, o primeiro foco já apareceu a menos de 1 km: o aviso chega junto com o fogo, o que ainda vale para quem não está na propriedade.

O raio maior tem preço. Só 8,1% dos dias com aviso de 5 km terminaram com fogo a 1 km nas 24 horas seguintes; com 10 km, 3,0%; com 30 km, 0,8%. A maior parte dos avisos é de fogo na vizinhança que não chega. Por isso a mensagem traz a distância: a 25 km, é para ficar atento; a 3 km, é para agir.

Figura 7

Quanto antes o aviso chega — e quantas vezes o fogo não vem

Região
Raio

Antecedência do primeiro aviso, raio de 10 km

28%Nenhuma9%Até 1 h5%1–3 h2%3–6 h5%6–12 h51%12–24 h

Atingidas com 1 h ou mais de aviso

50%5 km63%10 km80%20 km88%30 km

Dias com aviso em que o fogo chegou a 1 km

8,1%5 km3,0%10 km1,3%20 km0,8%30 km

Espalhamos propriedades hipotéticas numa grade regular e procuramos, em agosto de 2024, as que tiveram fogo a até 1 km (4.074 pontos em todo o Brasil). Para cada uma, contamos quanto tempo antes um foco já tinha aparecido dentro do raio do aviso, olhando até 24 h para trás. Com 10 km, 63% receberiam o primeiro aviso pelo menos 1 hora antes do fogo chegar perto (mediana de 12,2 h).

Os dois painéis de baixo mostram a troca: raio maior avisa mais cedo, mas também avisa muito mais de fogo que nunca chega. Em cada dia com aviso, o segundo painel conta se o fogo chegou a 1 km nas 24 horas seguintes. A faixa de 12 a 24 h inclui muitos focos de outros incêndios da vizinhança, não só do que chegou: é a parte mais otimista da conta.

Fonte: Cálculo próprio sobre os focos de todos os satélites do INPE, agosto de 2024. Grade de 0,1° (Brasil) e 0,05° (SP) para a antecedência; 0,25° e 0,05° para a taxa de chegada.

Ver os dados em tabela
RaioPontos com ≥1 h de avisoMedianaDias com avisoFogo chegou a 1 km
5 km50%1 h14.3011159 (8,1%)
10 km63%12,2 h41.0981237 (3,0%)
20 km80%23,3 h102.9791307 (1,3%)
30 km88%23,7 h158.8431338 (0,8%)

4. Limites — o que estes números não dizem

  • Foco não é frente de fogo. Usamos "foco a até 1 km" como sinal de que o fogo chegou perto, mas um foco pode ser uma queimada que nunca saiu do lugar.
  • Fogos diferentes se misturam. Um foco no raio pode ser de outro incêndio, que não é o que chegou depois — o que infla a antecedência, sobretudo nos raios maiores. A taxa de chegada mostra esse outro lado.
  • O satélite não vê tudo: nuvem grossa, fumaça densa e fogo pequeno e rápido entre duas passagens escapam. Nenhuma ausência de aviso é garantia de que não há fogo.
  • O horário é o da passagem do satélite. O aviso real sai depois: o tempo de o INPE processar e publicar e o de a mensagem chegar não estão na conta.
  • Propriedades hipotéticas em grade não são propriedades reais: elas não têm a forma da divisa nem a escolha de onde fica a sede. Agosto de 2024 foi um mês extremo; meses mais calmos dão números diferentes.
  • O risco foi testado na versão observada, não na previsão de 1 a 3 dias que o alerta usa. Uma previsão tende a errar mais quanto mais longe no tempo.

5. O que fazer com isso na sua propriedade

  • Antes da seca (abril a junho): aceiro, água e equipe. O calendário da Figura 2 diz quando o seu estado esquenta.
  • Nos dias de risco alto ou crítico: nada de queima nem serviço com faísca nas horas quentes; pipa abastecida.
  • Aviso longe (20 a 30 km): fique atento, avise o vizinho, confira o vento.
  • Aviso perto (até 5 km): vá conferir ou ligue para quem está mais perto. Fogo dentro da propriedade: 193 e brigada.
  • Escolha o raio pelo tamanho do problema: quem tem gente na propriedade o tempo todo precisa de menos raio que quem gere áreas à distância.

Os dados agregados e o código que gerou cada número deste estudo estão à disposição: escreva para nós pelo formulário da página Para empresas.

Referências

  1. INPE. Programa Queimadas — Banco de Dados de Queimadas (BDQueimadas): focos de calor do satélite de referência e de todos os satélites. https://terrabrasilis.dpi.inpe.br/queimadas/bdqueimadas/
  2. INPE. Programa Queimadas — Risco de Fogo observado, grade diária, versão 2.2, e documentação do método. https://dataserver-coids.inpe.br/queimadas/queimadas/riscofogo_meteorologia/
  3. Schroeder, W.; Oliva, P.; Giglio, L.; Csiszar, I. A. The New VIIRS 375 m active fire detection data product: Algorithm description and initial assessment. Remote Sensing of Environment, 143, 85–96, 2014.
  4. Giglio, L.; Schroeder, W.; Justice, C. O. The collection 6 MODIS active fire detection algorithm and fire products. Remote Sensing of Environment, 178, 31–41, 2016.
  5. IBGE. Malhas territoriais (API de malhas v3) e Localidades. https://servicodados.ibge.gov.br/api/docs/